Suplementação de Vitamina D em mulheres com síndrome dos ovários policísticos em tratamento convencional, sem tratamento e com placebo comparado àquelas que não suplementam: Uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados

Autores

  • Alana Dias Alves Centro Universitário de Patos
  • Ellen Karyne de Souza Santana Centro Universitário de Patos
  • Kelson Emanoel Cavalcanti Centro Universitário de Patos
  • Renatha Sousa da Nóbrega Centro Universitário de Patos
  • Milena Nunes Alves de Sousa Centro Universitário de Patos e Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • André Luiz Dantas Bezerra Faculdade São Francisco do Ceará
  • Elzenir Pereira de Oliveira Almeida Universidade Federal de Campina Grande/Centro Universitário de Patos
  • Luana Idalino da Silva Centro Universitário de Patos
  • Rui Nobrega de Pontes Filho Universidade de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.61223/jmhp.v11i1.373

Resumo

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma desordem endócrino-metabólica prevalente em mulheres em idade reprodutiva associada à resistência à insulina, dislipidemia e distúrbios hormonais, o que pode evidenciar uma relação entre a deficiência de vitamina D e a gravidade da SOP. Assim, este estudo objetivou avaliar a eficácia da suplementação de vitamina D em mulheres com SOP submetidas a tratamento convencional, sem tratamento ou com placebo, comparadas àquelas que não suplementam. Esta revisão sistemática foi conduzida nas bases: PubMed, ScienceDirect, BioMed Central, Cochrane Library e BVS, incluindo apenas ensaios clínicos randomizados gratuitos publicados em inglês, português ou espanhol, que respondessem a questão PICO proposta. A estratégia de análise considerou os descritores <<(“Vitamin D’’ OR “ergocalciferols” OR “cholecalciferol”) AND (“polycystic ovary syndrome” OR “síndrome de ovários policísticos” OR “síndrome de stein-leventhal”)>>. Consequentemente, a seleção dos artigos seguiu a leitura em pares de títulos, resumos e o texto completo, e por fim foram selecionados 19 estudos. A suplementação variou entre 400 - 60.000 UI semanais, com períodos de acompanhamento de 8-24 semanas e os desfechos analisados incluindo marcadores metabólicos e hormonais. Constatou-se que a maioria dos estudos relatou benefícios da suplementação, como redução da resistência à insulina, melhora do perfil lipídico e maior regularidade menstrual. As diferenças entre os estudos limitaram-se a generalização dos achados, concluindo-se que a suplementação de vitamina D é promissora como adjuvante no manejo da SOP, sendo necessários estudos padronizados para consolidar sua eficácia clínica.

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Publicado

2026-01-18